ONDE ESTÁ A SAÍDA DOS CONFINAMENTOS ?

 

A humanidade ao longo de toda a sua história, se mantém persistente em sair dos confinamentos aprisionantes da sua vitalidade, que tendem a homogeneizar as singularidades. O imperturbável edifício da sociedade industrial, luta com todas as suas forças para  manter as crueldades da  sociedade disciplinar controladora. As ousadias da produção artística do último século na fotografia, nas artes plásticas, na pintura, no cinema, catalizaram uma verdadeira metamorfose nas lutas políticas, jurídicas e socioeconômicas, imprimindo no imaginário coletivo forças alavancadoras,  para fugir dos confinamentos em busca da liberdade em todos os espaços. Historicamente neste cenário, surge de forma transformadora as redes tecnológicas e com elas,  uma outra necessidade: como sobreviver à saturação da hiperconexão.  Neste quadro espetacular  a velocidade exige e quase obriga as pessoas a estarem ligadas, informadas, conectadas, com total escassez de tempo para refletir o que realmente se quer. Descobrir a que estamos sendo levados a servir, é tarefa para todos nós humanos, vivos e encarnados. Queremos sair dos confinamentos externos, mas e os confinamentos internos? Como ficam os aprisionamentos pelos padrões de exigência pessoal, fruto da história pessoal e cultural de cada um de nós? Assim como a filosofia, as ciências e as artes foram os três territórios em que os sujeitos da modernidade buscaram alimento para prosseguir no seu processo maturacional, onde poderemos encontrar agora os nutrientes para sermos mais cooperativos como  indivíduo e coletivo? Talvez, teremos que ter a coragem para a verdadeira “revolução” pessoal.

Abraços    ****

Vivi

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *