O TEMPO PRESENTE

 

Segundo Michel Foucault, estão inscritos na ontologia do presente, grandes filósofos dentre eles Henri Bergson, que toma como problema fundamental o Tempo, sobretudo na forma do intempestivo e do devir. O presente aparece como um ponto privilegiado, pois é nele que “o processo da transformação acontece”, na afirmação de Virgínia Kastrup.

A instabilidade que o tempo apresenta em relação ao que está estabelecido, permite que os limites sejam ultrapassados para um devir criativo. A qualidade da presença na dinâmica do presente, num campo multirrelacional, ou seja, a clareza das ideias e da expressão somática, tem a potência de dissipar a obscuridade e dar a luz à intuição. Aqui se inserem as possibilidades transformativas.

Estar presente em cada presente, apesar da complexidade que este estado somático, emocional e cognitivo comporta, tem sido considerado por cientistas, filósofos, psicólogos e tantos pensadores, o diferencial  para as mudanças transformativas e formativas na consciência humana. Neste sentido, a prática do cultivo da atenção plena é o elemento que permite ultrapassar o campo das representações, para um estado de subjetividade onde cognição, emoção e intuição abrem espaço para a criação do novo.

Abraços    ****

Vivi

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