O SABOR DO SIMPLES

Diante de tantos estímulos e necessidades criadas por exigência capitalista, as pessoas, para sanar suas dores internas, acreditam que a salvação está no complicado e rebuscado. Parece que quanto mais difícil, mais misterioso, mais amargo for o remédio, maior será o seu potencial de cura.No âmbito da atividade física, há um pensamento muito recorrente: se não suar, se não doer, o exercício não funciona, não faz efeito. Parece que existe uma onda sacrificial e com isto perdemos a simplicidade da vida, perdemos o sabor das coisas mais simples do viver humano. O que nos faz melhor, um ato de loucura ou um ato de bondade? Quando ansiosos, somos vulneráveis a acreditar que só os grandes feitos podem trazer benefícios. Esquecemos que um simples olhar, uma simples palavra, um simples gesto num encontro verdadeiro, pode ser muito mais curativo, que um dispendioso programa que promete um “nirvana”, um céu, cheio de recompensas.  Quando estamos no presente pleno do nosso viver cotidiano, estamos conectados com o nosso melhor e maior.Quando tememos o que pode acontecer amanhã ou queremos voltar atrás no tempo  passado, perdemos a oportunidade de conexão com a simplicidade do presente. Aprender a saborear os prazeres simples do viver cotidiano – um pôr de sol, uma maçã, uma piada, um sorriso de criança, um ipê florido, um céu azul – pode alimentar um estado interior de mais completude e alegria genuína. Cultivar uma atitude de saborear o simples da nossa existência, traduzida em ações e encontros em nosso  viver, tem o poder, a potência, de vitalizar o nosso existir em cada presente de nossa vida; simples assim!

Abraços    ****

Vivi

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