O QUE EMBRUTECE …

A atitude rude e embrutecida das pessoas nos espaços públicos, evidencia uma necessidade urgente de reflexão mais refinada dos fundamentos da ética pedagógica. A crença na desigualdade intelectual, geradora de relações tais como “os superiores” e “os inferiores”, muitas vezes sob a aparência de humildade, tem contribuído para reforçar as relações de subjugação e conformismo, embrutecendo nossos corpos, nossos pensamentos e nossos gestos. Alienação, superficialidade, insatisfação, ressentimento, são atitudes alimentadas pela crença na desigualdade. O colocar-se à margem no descompromisso consigo e com o mundo, tende a nutrir o embrutecimento. Desfazer estas crenças, é responsabilidade imperativa dos processos pedagógicos. A educação formal e institucionalizada, como o ato de educar, traz consigo a responsabilidade e o compromisso ético perante crenças que embrutecem o humano. Desfazer este “nó” é responsabilidade de todo cidadão e, sobretudo, das políticas públicas. Lembrando que o desafio é imenso, pois o capitalismo predatório e inescrupuloso, não parece ter algum interesse com esta causa. Nas palavras de Jacques Rancière: “O que embrutece o povo não é a falta de instrução, mas a crença na inferioridade de sua inteligência”.

Abraços   ****

Vivi

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