O “NÓS” QUE NOS IMPULSIONA

Existe naturalmente um sentimento de nós, uma fonte individual que alimenta uma busca por autonomia. O humano já nasce num grupo e é no grupo que o acolhe,  que ele humano se constrói como um ser humano.  É o grupo que o alimenta e de alguma forma o protege, sem o qual não poderá haver sustentabilidade da vida. A experiência de comunidade vem com a história humana. Esta experiência comunitária, por mais empobrecida que seja, é a fonte das primeiras vivências de ética individual.  Uma ética que se inscreve no indivíduo e o inscreve na comunidade da qual ele faz parte. Aqui tem início o “nós”, o sentimento de fazer parte de um todo comum, o “eu” que se replica na experiência do  “nós”.  O sentimento experimentado e vivido do “nós” impulsiona o humano para a amizade, para o amor, conduzindo-o ao altruísmo e com ele as primeiras vivências de religação de si com o grupo-comunidade da qual pertence. No grupo haverão os regramentos sociais,  que assegurarão a convivência para um comportamento solidário.  Quando o sentimento de solidariedade é imposto pela força física e psíquica de uma comunidade, tem início a subjugação, a dominação, o medo e a culpa. Aqui começam os desequilíbrios pessoais e sociais. Resgatar o sentimento de “nós”, natural do vivo, inscrito no ser humano,  talvez seja um dos maiores desafios do momento atual da história humana. Um desafio que tem início na reflexão do mais íntimo da pessoa humana. O ser humano almeja a liberdade e com ela o sentimento de pertencimento, de reconhecimento, de legitimação e amorosidade de uma comunidade de acolhimento. Aqui ele pose ser um eu e um nós na amorosidade compartilhada.

Abraços   ****

Vivi

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