O GESTO QUE FALA DE UM “CERTO” SI

Embora que sejamos milhões e milhões de corpos vivos neste planeta vivo, somos ao mesmo tempo semelhantes e diferentes. Vivemos no mesmo grandioso espaço planetário, movimentando, criando e reproduzindo formas e expressões. Somos todos seres humanos e igualmente, todos diversos e únicos. Possuímos semelhante arquitetura esquelética, óssea, muscular, neural, metabólica, como nos emocionamos e nos articulamos na linguagem falada. Falamos línguas diferentes como nos emocionamos de formas diferentes, embora que as emoções de alegria, tristeza, medo, raiva e contentamento se manifestem em todos os seres humanos, desde aquele que nasceu e vive na tribo, como aquele que nasceu e vive nos centros urbanos. Todos nós dançamos, mas dançamos de formas diferentes, do flamengo, ao samba, do tango às danças tribais. Portamos muitas semelhanças, mas, possuímos a riqueza da diversidade. Conforme a cultura regional, incluindo clima e geografia, considerando a história pessoal, a nossa expressão gestual é absolutamente individualizada. A nossa expressão gestual, a forma como cada um se movimenta ao sentar, levantar, andar, parar, ficar em pé ou deitar, são todos gestos que evidenciam a particularidade da pessoa em si. Através dos nossos gestos expressamos a pessoa que somos, com a história pessoal e a cultura na qual nascemos, convivemos e aprendemos. Se reconhecer através do gesto é se aproximar da pessoa que somos, na nossa individualidade e nossa generalidade, naquilo que temos de particular e comum à espécie humana. O gesto tem a capacidade de expressar, um “certo quem de mim de mesmo”, a cada momento ou fase de minha vida. A consciência da gestualidade é também uma possibilidade de autoconhecimento e aprimoramento pessoal, além de refinamento nas expressões posturais da corporeidade. É um caminho para o bem-estar-bem.

Abraços    ****

Vivi

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