O EVIDENTE QUE NÃO VEMOS

Nem sempre aquilo que está tão diante dos nossos olhos somos capazes de ver. Aquilo que aparentemente é óbvio passa desapercebido. Em tempos de controvérsias, desorientações, insatisfações e muita agitação, onde se fala muito e não se escuta, o desespero por um lugar com um pouco mais de segurança, impede a visão do mais simples . O mais simples, por sua vez, não significa aqui o mais superficial, mas, a fonte de luz, aquela que pode trazer clareza ao viver. Ocorre que, se durante tantos anos acreditamos na violência, operacional ou simbólica, como única garantia de sobrevivência em territórios alimentados pela dominação, exploração e subjugação da vida, advindos da face mais perversa do humano, porque não seríamos capazes de reverter este jogo. Se fomos capazes ao longo da história humana de aprender as formas da violência, por que não seríamos capazes de aprender a viver e a conviver  em ambientes mais acolhedores e pacíficos? Se aprendemos a guerrear, por que não podemos aprender a pacificar? Se aprendemos a explorar, por que não podemos aprender a compartilhar? E ainda, seriam os mecanismos da violência a saída para os conflitos humanos? Tudo indica que estamos indo pelo caminho errado, que tem sido um erro de escolha. A vida neste planeta só se mantém na interdependência, no cuidado, na cooperação, no compartilhamento. Quem sabe possamos juntos, construir espaços e meios para ensinar o humano a amar, a respeitar, a se responsabilizar. Ser capaz de amar, talvez seja o evidente que não estamos vendo.

Abraços    ****

Vivi

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