O DENTRO E O FORA

Um dos grandes desafios do ser humano tem sido equilibrar matéria e espírito, o mensurável e o imensurável, o externo e o interno. As tradições religiosas em toda a história humana, se referiram a estas polaridades propondo caminhos para uma harmonia. O pensamento racional, linear, de exclusão tendeu à separação, fragmentando as partes, que de alguma forma criou antagonismos que mais desequilibram do que harmonizam. Então, o que tem mais valor, as coisas da matéria ou as coisas do espírito? Contudo, será que o ser humano não possui a qualidade de equilibrar as duas faces desta unidade? Como separar algo que não se separa no vivo? Corpo e alma, formam a unidade humana. É possível encontrar no conhecimento várias denominações, mas, a realidade é que todo ser humano vivo na sua existência possui uma dimensão de concretude como igualmente, uma dimensão de sensibilidade, inseparáveis. A tarefa humana é encontrar o equilíbrio entre elas, sem valorizar uma em detrimento de outra. Todos os humanos vivos, são dotados de uma interioridade e uma exterioridade, do mais sensível ao mais concreto. A questão é o valor que temos dado às estas partes que são inseparáveis. Se a balança pender mais para um lado do que para o outro, desequilibramos. É a maturidade, a clareza mental, o discernimento, que vai permitir sustentar com harmonia as duas faces humanas, que se completam entre si, como uma dança. Esta é a dança da sabedoria. “Jamais poderíamos usar o lado dentro de uma xícara sem o lado de fora. O interior e o exterior são um só”. Taoísmo.

Abraços    ****

Vivi

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