O APEGO QUE NÃO PERCEBEMOS

Desejo e apego  são fontes intermináveis de sofrimento. Desejamos intensamente algo e ao mesmo tempo, nos apegamos a este algo como se fosse a razão última da nossa existência. Com um pouco mais de reflexão e cuidadosa observação, é possível perceber que esta atitude mental geradora de emoções destrutivas, é desprovida de consciência. Ou seja, as pessoas distraídas e desabitadas de si mesmas, não conseguem perceber que estão aprisionadas numa rede perversa de pura “ignorância”. Ignorância aqui, no sentido de ignorar, de não saber, não se reconhecer neste aprisionamento, neste círculo vicioso e condicionante da mente, que se apega aos padrões mentais e não consegue se libertar deles. A negação insistente desta armadilha, pode levar alguns ao extremo do niilismo, ao solipsismo. Este é o lugar onde a fonte da conduta egoísta jorra as suas águas. O maior desafio é fazer as pessoas entenderem que sofrem, porque se apegam a algo que não tem consistência, nem existência própria. Esta forma de ser, está tão arraigada nos modos de estar neste mundo que nem se percebe. Sair desta armadilha é a tarefa de um ser humano, de uma pessoa que busca a sua liberdade. “Quando a mente que raciocina não mais se apega e controla,… acorda-se para a sabedoria com a qual nascemos, e surgem energias compassivas sem pretensão”.Trungpa.

Abraços    ****

Vivi

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