NOVOS CORPOS

Com o afastamento da lógica mecânica, mas ainda trazendo expressões das sociedades disciplinares e da sociedade do controle, os corpos contemporâneos já apresentam seus sistemas de processamento de dados, códigos, informações do regime digital. Com os novos corpos, surgem as novas subjetividades, que respondem aos estímulos e pressões das novas dobras, torções e formatações da lógica contemporânea. Com o declínio da sociedade industrial e seus corpos dóceis, úteis e disciplinados, a figura do autômato começa a perder sentido e as novas formas, mais porosas apresentam as brechas para se arquitetarem corpos e mundos com a tecnociência. É o humano no processo de autocriação de si mesmo, de gestor de si. Perguntas são inevitáveis. Surgem para questionar este momento da sociedade humana, com suas possíveis reformulações que incluem inúmeros conceitos, inclusive o conceito de homem. São questionamentos de teor político, que insistem na necessidade de busca de direções, ou seja, em que estamos nos tornando, como chegamos até aqui e em que gostaríamos de nos tornar como seres humanos? Estamos na encruzilhada, chegamos no ponto de bifurcação. Escolhas são inevitáveis.

Abraços    ****

Vivi

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