NOVAS SOCIABILIDADES

Pensar ainda é uma grande aventura e para lidar com a violência nas suas diversas manifestações, sobretudo a violência estrutural, há que encontrar espaços para novas possibilidades, há que pensar com a verdade dos fatos. As formas embrutecidas do capitalismo controlador e consumista, que aborta a dignidade humana, fomentando a violência social e intelectual, contribui de forma vergonhosa para aumentar as injustiças sociais. O modelo de progresso e desenvolvimento adotado pelos países desenvolvidos, que sustentam a hegemonia social, intensificam as distâncias culturais gerando mais violência. Onde as necessidades básicas do ser humano não são atendidas de forma declarada, sem o menor respeito e compromisso com a humanidade de cada pessoa humana, a violência passa a ser o único canal que este humano tem para sua expressão. Quanto maior é o desrespeito da violência estrutural e institucional, mais intensa tem sido as manifestações de violência. Estamos todos, cidadãos deste mundo comum, no lugar da insustentabilidade, onde uma minoria dirigente controla uma maioria dirigida. Estamos no limite do esgotamento. Mais do que nunca precisamos abrir os espaços para ressaltar as novas sociabilidades, resignificando os conceitos de paz, dignidade e convivência. Neste sentido, a responsabilidade está nas mãos de cada cidadão, onde cada um tem mais que o dever, mas, o direito de agir para neutralizar os efeitos nocivos e destruidores da violência, alimentada por uma minoria que não tem nenhum interesse que este cenário se modifique. Há que ter criatividade e muita coragem para pensar e agir. Nunca o diálogo foi tão necessário. Nunca o pensamento Gandhiano foi tão real: Amor e Verdade sempre.
Abraços ****
Vivi

 

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