NOVAS DOBRAS DO CONTEMPORÂNEO

A passagem dos saberes humanistas para a tecnociência com todas as suas afetações nos corpos e nas subjetividades da pessoa humana, tem evidenciado a formação de novas dobras, novas camadas sociais. O modelo contemporâneo tem suscitado corpos antenados, úteis, sintonizados nos acontecimentos e ligados a um grande sistema de tecnologia digital. São corpos e subjetividades da informação, dos dispositivos eletrônicos.São corpos inspirados no modelo empresarial que se utiliza do vasto cardápio dos produtos e serviços oferecidos pelo mercado, onde tudo é voltado para a exterioridade. São corpos, saberes e prazeres captados pelo poder. “Compreender as dobras e torções do presente é um desafio político, necessário para podermos imaginar e criar alternativas capazes de abrir fendas na superfície finamente urdida pelos saberes e pelos poderes”. Esta é uma afirmação muito bem adequada da antropóloga e pesquisadora argentina, Paula Sibilia. Atentar-se para estas novas dobras contemporâneas e suas consequências em nossos corpos, subjetividade, nossos relacionamentos e nossas almas, tem sido de fundamental importância para reconhecermos como estamos “respondendo” a todo este processo biopolítico, como estamos sendo afetados. Muitas vezes nem sequer percebemos que somos impulsionados a agir automaticamente, de acordo com este modelo, desconsiderando a pessoa humana que somos nesta existência.

Abraços    ****

Vivi

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