NO IRREFLETIVO SE REPETE

O que não passa pela reflexão é simplesmente repetido no automático. Os automatismos reproduzem formas que se repetem, evidenciando a inconsciência pela ausência de percepção. Quando as práticas institucionais se fazem corpo, os valores institucionais simplesmente se reproduzem nos automatismos do comportamento social. Gestos, maneiras de andar e falar, linguagens, formas de comer, hábitos alimentares, maneiras de se vestir, são expressões que revelam as disposições do irrefletido, daquilo que se repete sem nem saber o por que nem o como. São ações que  reproduzem valores e normas de uma sociedade. A maneira como os corpos se apresentam, na sua forma e dimensão, relevam a manifestação social em nós mesmos. São as práticas institucionais que se fazem corpo no automático, no emotivo, no espontâneo. As disposições de comportamento que perduram no cotidiano do viver social, representam as hierarquias valorativas institucionais, sem nenhuma ou quase nenhuma, percepção dos sujeitos. A insistência pela pausa que disponibiliza espaços para a reflexão, tem sido a cada dia um imperativo decisivo para as futuras gerações. Sem reflexão o que sobra é a repetição. Se desejamos, almejamos um futuro mais “dignificante” e mais justo para os filhos dos nossos filhos, teremos que investir e insistir na pausa para refletir e refletir bem, sem cair nas armadilhas dos condicionamentos, dos automatismos que nos fazem reproduzir as formas hostis, injustas, acreditando na inconsciência, de que estamos no caminho certo, mas que, na realidade estamos sendo capturados pelas falsidades demagógicas dos poucos privilegiados, seja o mercado ou o Estado.

Abraços    ****

Vivi

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