NAS PROFUNDEZAS DO HUMANO

No fim século V monges egípcios decidiram se afastar das cidades mundanas a fim de se esvaziarem da ganância, da raiva, da presunção, do orgulho. O movimento monástico de contracultura, que emerge nos desertos da Síria, do Egito, Mesopotâmia e Armênia criaram as “cidades espirituais” segundo Karen Armstrong, como uma aposta à opressão da vida urbana. O desafio era “domar os impulsos violentos escondidos nas profundezas da psicologia humana”. Para superar a beligerância interna e atingir a paz paz interior, era necessário esvaziar a mente de tudo que dilacera a alma e fecha o coração para os outros. Esvaziar a mente das respostas egoístas, dos ressentimentos, das expressões da raiva, das retaliações, tem sido um desafio permanente para a pessoa humana. Não necessariamente este humano tenha que se retirar isolando-se numa vida monástica mas, que ao menos possa ter a consciência que, as armadilhas do ego alimentam e criam a guerra interna, que se transforma nas grandes guerras externas. Não apenas aquelas guerras do campo de batalha mas,as inúmeras guerras que são travadas diariamente nos pensamentos, nas atitudes corruptas do ego, nos padrões mentais e nos padrões beligerantes do comportamento, causando sofrimento pessoal e social, familiar e comunitário. Talvez se pudêssemos nos recolher por alguns minutos em nosso ser interior para esvaziar a nossa mente dos pensamentos raivosos e egoístas, pudêssemos encontrar a felicidade e a paz interior que já está disponível em nossa psiquê. A paz verdadeira já existe em nosso ser mais profundo, falta apenas acessá-la. Todo potencial de amorosidade já existe e está plenamente disponível, é só acessá-lo. Viver amorosamente é viver na paz que todas as tradições religiosas e espirituais já proclamaram e proclamam, até os dias de hoje.

Abraços   ****

Vivi

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