NÃO SE NEGUE

Boudelaire já em 1863 observa “A Modernidade é o passageiro, o fugaz, o casual.” Aquilo que é constante desapareceu, toma lugar o culto da mediocridade, onde tudo se liquefaz e se dissolve na liquidez e na pastosidade. Moderno, é estar sempre inovando para ao menos aparentar ser feliz com tudo que é novo e rápido. O prazer vem em primeiro lugar e para isto nega-se o desprazer. Na superficialidade rasa, os prazeres mudam rapidamente para encontrar novos prazeres. Mas será que ser feliz é ter prazer sempre? Será que a vida é só prazer? Talvez aqui a arte tenha muito a nos ensinar. Talvez ela possa ser uma referência de coragem para que a verdade e as virtudes do ser humano tenham espaço de expressão. “Justamente porque a arte não nega o demoníaco, ela conhece a alma humana e proporciona ao homem uma visão de si mesmo, a qual ele não pode obter de nenhuma outra forma.” Esta reflexão do ensaísta e filósofo cultural, Rob Riemen, nos faz lembrar que somos luz e sombra, ao mesmo tempo e que o caminho para a felicidade é o caminho da liberdade e esta está de mãos dadas com a verdade.

Abraços    ****

Vivi

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