MUDAR É PRECISO … COMO?

Um olhar mais ampliado é capaz de ver que, apesar de dançarmos, cantarmos, orarmos, ainda não conseguimos deixar velhos hábitos que insistem em desconstruir o potencial humano. Ainda pendemos para estados que incitam o ódio, a retaliação, a animosidade. O que acontece? Apesar de todo conhecimento, toda ciência, toda tecnologia, ainda abrigamos pensamentos, atitudes mentais, sentimentos que alavancam o lado mais obscuro e perverso do humano. Ainda funcionamos pela lógica do ganhar sem escrúpulos, do levar vantagem, da exclusão, do egocentrismo, da desconsideração. Somos capazes até de construir belos discursos, mas, operamos na perversidade egoísta. O que acontece? Como mudar este padrão, estas formas somáticas, esta lógica, estas atitudes individualistas, de profunda infantilidade, que se perpetua nos modos de ser e estar, no conviver e pior, nos ambientes vividos por nossas crianças que aprendem estas formas, acreditando ser esta a única maneira de conviver e se relacionar. Aqui, todos sofrem e esta criança cresce sofrendo, mas, repetindo este modelo perverso que só despotencializa e rouba a nossa humanidade, rouba a nossa face luminosa, rouba a vitalidade. Então, mudar é preciso?  Se entendermos que esta situação não tem mais sustentabilidade, COMO mudar? Quem tem esta chave? Onde está ela? Sofremos todos, adoecemos, será que este caminho é sustentável? Será que é isto que almejamos para as futuras gerações, para os filhos dos nossos filhos? Tudo indica que, só cantar, só dançar, só orar, sem uma reflexão que passe pelos nossos corpos, sem o reconhecimento de nossas emoções, sem uma consciência que viva a experiência somática e psíquica de uma vontade, auto deliberada de amorosa compreensão da realidade, não conseguiremos ultrapassar as barreiras do modelo patriarcal.

Abraços   ****

Vivi

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