MODELO FABRIL

O modelo fabril herdado da Era Industrial, privilegiou sobremaneira o pensamento analítico negligenciando a síntese integrada ao pensamento sistêmico e às competências emocionais. Para treinar operários produtivos em massa  visando apenas a produção quantitativa, negou-se completamente as qualidades humanísticas do  ser humano integral e integrado em seu meio. Ocorre que, este foi o modelo implantado nas escolas que permeou e ainda se mantém  na educação até os dias de hoje. Desde a disposição do mobiliário escolar nas salas de aulas “militarescas”, até a construção arquitetônica, as formas relacionais burocratizadas e hierarquizadas das escolas, da creche à universidade, tudo ordenado em fileiras e compartimentos separados. Ao privilegiar o quantitativo negou-se o sistêmico, o cognitivo, o emocional, o relacional, o espiritual e energético. Muito recentemente tem aparecido no cenário pedagógico reflexões que abordam a necessidade de uma transformação pedagógica e cultural em nosso sistema educacional. Cabem algumas perguntas: que ser humano queremos formar? quais os verdadeiros propósitos da educação? que sociedade sonhamos para os filhos dos nossos filhos? em que mundo queremos viver e conviver? até quando vamos continuar privilegiando a técnica em detrimento da humanização do humano? almejamos viver em uma democracia que acolhe os seus cidadãos igualitariamente, ou ainda queremos sustentar sociedades desiguais e injustas com o humano, seus filhos e filhas e com a natureza?

Abraços  ****

Vivi

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