MÃE SEM PELO

Os mamíferos de sangue quente, ao longo de milênios, aprenderam a construir abrigo para seus filhotes, garantindo a eles o necessário para o crescimento saudável, ou seja, a sobrevivência da prole. No decorrer de milênios, esta estratégia se mostrou eficiente, conduzindo a evolução para sistemas cerebrais mais complexos. As novas aptidões, proporcionaram o crescimento do cérebro e os filhotes tiveram que nascer mais prematuramente, necessitando de cuidados e proteção dos pais e da comunidade. O cérebro do Homo Sapiens cresceu! A mãe do bebê humano não tinha pelos e suas crias não podiam  agarrar-se a ela enquanto buscava alimento, necessitando de cuidados especiais. Era necessário que a mãe humana  segurasse seu filhote durante horas, subordinando sua fome e suas vontades às vontades de sua cria. Uma grande modificação acontece neste processo, que é a passagem do automático para uma relação emocionalmente motivada pela proteção e  afeto. A afetividade vem a ser um elemento fundamental de garantia da sobrevivência da espécie. Ela foi decisiva no processo evolutivo ensinando os filhotes humanos a crescerem,  ao mesmo tempo que ensinava os humanos a formar outras alianças como a amizade, de grande utilidade na sobrevivência da prole e dos agrupamentos. Gradativamente os humanos foram desenvolvendo sua capacidade natural para o altruísmo, uma característica intrínseca da espécie humana. O altruísmo é uma característica  de todos os humanos. O cérebro humano está aparelhado tanto para o altruísmo e a compaixão, como para a cruel luta reptiliana para sobreviver,  instintiva e automaticamente. A corticalidade permite ao humano refletir e escolher onde investir. Quem sabe, a educação nos tempos deste presente, possa favorecer os humanos a investirem na compaixão, no altruísmo, na amorosa capacidade de acolhimento, como os sentimentos fundamentais da evolução biológica e psíquica de todos os seres humanos.

Abraços    ****

Vivi

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