JUSTIÇA COMO JUSTIÇA

O pior lugar para o ser humano é sentir-se isolado e desprovido de pertencimento. O “homem massa”, lembrando Hannah Arendt, solitário na multidão e descrente das redações convenientes que se espalham pela web e pelos canais midiáticos, em promessas e discursos sínicos, é um “homem” que não se mostra brutal, mas simplesmente vazio de relações sociais. Em nome da justiça, igualdade e fraternidade, herdadas das tendências democráticas da Revolução Francesa, surgem cenários céticos que tendem a destruir os mais nobres sentimentos humanos. Dentro de territórios caóticos, onde fica a verdadeira justiça? Antes ainda, o que é a verdadeira justiça? Diante de tantas violências no palco social, também a justiça se traveste de roupagens que por vezes gera mais injustiça na grande massa humana. Temos esquecido que justiça como um valor, é justa por si mesma, na medida em que se edifica por pessoas justas. O senso de justiça está intrínseco na pessoa humana.  A justiça tem como seu corpo de sustentação os valores universais e como fluxo, a dinâmica viva da ética. A ética, por princípio está de mãos dadas com a justiça. Anterior às normatizações, regramentos e legalizações, a justiça na sua autonomia, é capaz da ponderação do bom senso e respeito ao bem comum. Uma justiça inclusiva no compromisso fraterno à equidade, deveria se fazer vívida em cada ser humano, em cada cidadão, nos processos democráticos, participativos e responsáveis. A justiça como justiça, simplesmente é justa e equânime nos encontros e acontecimentos, no indivíduo e no coletivo, sem qualquer distinção. Será que nós humanos e cidadãos, somos capazes de sustentar a justiça como justiça no cotidiano de nossas vidas, nas pequeninas coisas, como exemplo vivo para nossas crianças?

Abraços   ****

Vivi

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