INVENTAR ENREDOS

Para não admitir o sofrimento, a mente humana na sua estrategia, usa de um artifício  muito comum na política, nos movimentos das massas, nas religiões, na economia, que é inventar enredos. Corporações de negócios, casamentos disfuncionais, empregos sem futuro, justificam sua permanência através de histórias imaginárias e fantasiosas. São armadilhas para não enxergar a realidade, para não admitir falhas, insustentabilidades, desmedidas, erros e tantas outras circunstâncias que geram sofrimentos e se alastram  por uma sociedade. Estar atento para não se deixar ser capturado por histórias que permeiam o imaginário coletivo e são usadas para justificar guerras, explorações, preconceitos, tem sido a cada dia de fundamental importância. São enredos contados pelas mídias, pelos discursos, pelos sermões e conferências que nos fazem acreditar em falsidades diversas, como o que devo amar, o que devo odiar, o que devo fazer comigo mesmo, o que devo comer, consumir…. São as armadilhas das crenças falaciosas. De tanto serem apregoadas ao longo do tempo, nos mais diversos espaços, estas narrativas são entendidas como uma “verdade”, que por sua vez vão permeado as relações e o imaginário das pessoas e do coletivo. Através de imagens e símbolos que se repetem, os enredos inventados e contados, tem o poder do convencimento sobre as pessoas e uma vez convencidas, as pessoas são capturadas. De repetição em repetição, os enredos se tornam crenças que passam a ser entendidos como  “verdades”. Portanto, cuidado com as histórias! Atenção, reflexão, discernimento, visão ampliada e contextualizada, são alguns dos elementos fundamentais para não se deixar ser capturado por “falsos profetas” que permeiam a sociedade humana através da política, da economia, das religiões, das massas desorientadas.

Abraços   ****

Vivi

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