INTUIR PARA DECIDIR

Muitas decisões precisam ser tomadas ao longo de nossa vida. Nas diferentes fases existenciais, diferentes desafios aparecem solicitando decisões e encaminhamentos. Decidir não é uma tarefa fácil. Há pessoas que decidem quase que repentinamente, tomadas pela impulsividade que lhe impede um olhar mais abrangente e cauteloso da situação, as  consequências que acabam desembocando no arrependimento frustrante. Em tempos onde são muitas as ofertas, decidir não é fácil, afinal tudo que é excessivo nos causa desconforto, ficamos um tanto perdidos e até sem ação. Decidir abruptamente, ou não decidir quando as situações se mostram desfavoráveis, não é salutar e os preços no geral são elevados. Como diriam os gregos: lembre-se da temperança, do comedimento onde nada deve ser feito em demasia. Toda decisão requer uma análise de risco, os prós e os contras. Os palpites sempre aparecem, mas é preciso saber ouvir, analisar os dados relevantes em consonância com os valores norteadores da vida pessoal. Existem os palpites externos, mas também surgem os palpites internos, aqueles advindos da voz interior. A capacidade de interpretar essas correntes subjetivas tem suas raízes primordiais no processo evolutivo, ou seja, as áreas do nosso cérebro envolvidas nos palpites, são muito mais antigas do que as finas camadas do neocórtex onde se localizam os centros do pensamento racional. A lógica, a capacidade analítica, racional, de ordenação dos pensamentos advindas do neocórtex cerebral são muito mais recentes na evolução, do que os centros emocionais que cercam o tronco cerebral no topo da medula. Poder ouvir a voz interior, considera-la, confiar nesses processos mais antigos da evolução da cerebralidade, ninho das experiências ancestrais, é algo que não poderia ser descartado de forma simplista, mas considerado com profundo respeito. Respeitar as vozes da intuição é também se respeitar. Saber se ouvir para poder decidir é fruto da autoconfiança.

Abraços    ****

Vivi

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