INSEPARÁVEIS – O TODO E AS PARTES

No século XVII Descartes apresenta ao ocidente uma certa forma de pensar, quando afirmava: “Quando me defronto com um problema muito complicado, eu divido suas dificuldades em pequenas partes e depois de tê-las todas resolvidas,eu resolvi o todo”. Sob uma outra ótica, Blaise Pascal, reconhece a necessidade de um raciocínio que seja integrativo, que ligue ao invés de separar e afirmava: “Não posso compreender o todo se não conheço as partes, e não posso compreender as partes se não conheço o todo”. O pensamento complexo se propõe a perceber o que liga as coisas, o que liga as coisas umas às outras, portanto, a questão é reconhecer a presença das partes no todo, mas, e ao mesmo tempo, reconhecer a presença do todo nas partes. Esta flexibilização na articulação do pensamento e a capacidade de ampliar a perspectiva no esforço para entender a dinâmica das relações, é algo que ainda está em construção na forma de pensar das pessoas, cuja tendência é separar. Perceber as conexões, as interligações entre as partes dentro do todo, requer uma mente atenta e flexível, desapegada de raciocínios dentro de uma lógica de exclusão. Há momentos que se faz necessário para entender algo, conhecer as suas partes mas, jamais interromper o raciocínio neste lugar, pois o todo como as partes, estão interligados na dinâmica da sua interdependência, pois assim é o fluxo vital. A vida é pulso e tudo que vive, ao pulsar se modifica, dentro de uma integralidade conectiva.

Abraços    ****

Vivi

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *