INDIVIDUALIDADE E PRIVACIDADE

O pensamento liberalista preza pela liberdade individual do seres humanos entretanto, com a chegada da internet, das redes sociais e dispositivos de comunicação, as pessoas querem estar e permanecer  on-line o maior tempo possível. Nesta quase voracidade de estarem sempre conectadas, elas abrem mão da sua privacidade e da sua individualidade, na ânsia de registrarem cada uma de suas ações na rede de relacionamentos. Uma verdadeira “inundação de escolhas mundanas” nas palavras do historiador e escritor Yuval Noah Harari. Por uma necessidade impensada de aparecer, de ser visto pelo maior número de pessoas nas “curtidas” e nos “seguidores”, muitas pessoas se entregam na rede e entregam para as redes sociais, sua individualidade e sua privacidade tornando pública sua intimidade. Qual seria o sentido disto? Qual é o sentido dos aplausos, o sentido de  evidenciar sua imagem e ter sua imagem exposta para o mundo? Onde está o prazer nesta história de desejos, criando dependentes e dependências, ao ponto inflexível de chegarem ao suicídio, caso não atinjam um número determinado e desejado de seguidores? Seria a evidência de uma patologia social, de crises de solidão ou tédio crônico? Ou seria apenas vaidade? Quanto do seu tempo de vida, as pessoas perdem para terem sua imagem exposta permanentemente nas redes sociais? Frente a estes cenários, talvez o humano terá que repensar as relações existentes entre individualidade e individualismo, privativo e privacidade. Repensar o valor do tempo e o valor da vida para uma existência.

Abraços   ****

Vivi

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