ÍNDIA SÉCULO VI a.C.

Por volta do século VI a.C., afirmam os pesquisadores, surge na Índia um grupo de pessoas que decidiram não mais ter a guerra, o roubo, o saque, as ostentações, como padrão de comportamento valorizado para um guerreiro. A partir deste período, grupos de “renunciantes”, reconheceram que a “batalha a ser travada” era interior, sobre os poderes mentais frente aos impulsos inconscientes da paixão, do egoísmo, do ódio e da ganância, a serem extirpados pela força mental. Anular a autoafirmação orgulhosa do ego, passava a ser um valor a ser conquistado, alterando completamente a paisagem espiritual da época. Estes novos homens, não mais engajados nas atividades militares, passaram a desafiar a cultura, condenando o status, a glória, a honra, desvalorizando completamente a virilidade e os atos heroicos, altamente valorizados pela aristocracia da época. Eles dedicavam uma parte de seu tempo para a contemplação e a meditação, libertando-se do confinamento do egoísmo e alterando completamente a cultura da Índia, deixando a não violência como um valor a ser cultivado para as próximas gerações. Perseverando em suas práticas, este novo homem era introduzido num programa ético a ser valorizado  como experiência comum. São ideias que perduram até os dias de hoje, validadas pela psicologia, sendo a cada dia mais atuais e necessárias.

Abraços    ****

Vivi

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