IMPERMANÊNCIA : SABER E VIVER

Tanto algumas tradições orientais, como a própria biologia ou as ciências naturais, se referem à qualidade da mudança, ou seja, da impermanência. Nada que vive é fixo. O vivo pulsa, se movimenta e se modifica, a cada instante. A impermanência é uma lei natural. O único elemento que insiste na fixidez, é a mente humana, treinada ao longo da história humana, para o controle disciplinar, exigindo que as coisas sejam de acordo com o que foi previsto. Tudo muito bem calculado e para sempre. Porém, gostemos ou não, no Universo em movimento tudo está em constante mudança, do macro ao micro. Nada é linear. Há tempos mais brandos e tempos mais agitados, mas nada que vive está parado. Tudo isto, de alguma forma, já sabemos. Aprendemos esta lição com as tradições e com a ciência, mas vivê-las no cotidiano é o desafio. Saber sobre a impermanência é uma coisa, viver a impermanência é algo muitíssimo diferente, pois exige atenção, paciência, determinação, empenho, talento, disciplina, foco. São qualidades fundamentais, que podemos aprender no fazer-vivendo os ciclos da vida. Sem mudança não há espaço para crescimento. A maturidade da pessoa humana se faz, ao longo de um processo vivo no viver. É na experiência do viver a impermanência que se aprende que, as mudanças são naturais e contemplam a vida. Cultivar este estado interno e externo, para saber lidar com a transitoriedade da vida é um aprendizado e uma arte. Uma arte que vale a pena ser vivida.

Abraços    ****

Vivi

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