IMAGENS E MÁSCARAS

No mundo onde as aparências são valorizadas, construir máscaras e se preocupar com a imagem de representação, é algo que adquire uma tal dimensão que, muitas pessoas não conseguem sequer perceber que estão coladas nesta estratégia de pertencimento, muito enfatizada pelo capitalismo perverso. Sem um treinamento de atenção, as pessoas não conseguem diferenciar a pessoa da personagem de representação, no teatro mercadológico social, em busca de reconhecimento do outro e do mundo. Estamos tão habituados a se preocupar com o nosso Ego, que muitas vezes não conseguimos perceber o “rídiculo” desta infantilidade. Libertar-se das máscaras, não tem sido uma tarefa fácil para as pessoas que buscam sua liberdade. As imagens nos atraem e com facilidade esculpimos novas máscaras de representação, até o momento que uma consciência pede passagem. São as chamadas crises existenciais que, na busca de uma identidade se vê dissolvida num mar de representações. Este é o momento onde não se sabe mais o que se quer na vida, não é mais possível saber do que gosta e do que não gosta, perdeu-se a referência. Mas, como toda crise, tem seu lado positivo, afinal é a grande oportunidade de um redimensionamento na vida. Ter esta consciência e percepção, é sinal de maturidade. Se for possível acionar um pouco de coragem nesta história, veremos o quão rico e nobre é este momento, onde podemos descolar as máscaras e reconhecer a si próprio. Aqui ganha-se a liberdade.

Abraços  ****

vivi

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