IGUALDADE OU MAIS DESIQUALDADES

Diante dos desafios da intensa violência, geradora de medos,  inseguranças, desconfianças e, portanto, de mais violência, é responsabilidade de todos os cidadãos, sejam eles vinculados publicamente, institucionalmente ou no plano privado, pensar e  repensar a complexidade deste cenário, para encontrar espaços de ação conjunta. Afinal, o que queremos? Investir em mais desigualdades sociais ou investir em ações promotoras de maior justiça social, que atendam as necessidades e os direitos básicos do qual todo ser humano tem direito. Quanto maior for o embrutecimento, maiores serão as desigualdades e, portanto, maior hostilidade. O discurso da violência tem se apresentado em torno de narrativas punitivas e excludentes, como medida única. Esta é a fala daqueles que querem sustentar as desigualdades. O caminho da igualdade de direitos promove a emancipação, atende as necessidades básicas da dignidade humana e traz a responsabilidade, o respeito e a cooperação em ações conjuntas, como fatores primordiais. Este é o discurso pautado pela ética. O discurso das culpabilidades se torna vazio de responsabilidades, afinal nem os que se situam neste plano assumem suas responsabilidades verdadeiras, pois se colocam no plano de um poder de superioridade, de mandos e controles. É o embrutecimento. Estamos como humanidade no exato ponto de bifurcação, afinal a comunidade humana não mais se submete. Saímos do século XVII, estamos na segunda década do século XXI. Precisamos mudar e sair do círculo da impotência para fortalecer o círculo da potência.

Abraços    ****

Vivi

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *