HUMANIZAR PARA NÃO DESUMANIZAR

 A violência em todas as suas manifestações, desde um simples olhar desdenhoso até um embate físico e verbal, em todos os tempos e territórios da história da humanidade, tem gerado profundas mortes morais, que violam o direito à vida do cidadão. O ser humano tem o direito a viver e viver em paz. A paz é um direito conquistado pelo processo civilizatório ao longo da nossa história comum.
 Evolutivamente,  os seres humanos  seguem em direção à sua humanização, mas a violência viola este processo na medida em que nos desumaniza. Temos a responsabilidade e o compromisso ético de acionar todos os vetores na direção da nossa humanização, impedindo que as expressões da violência arrebata o legítimo direito de existência digna das  futuras gerações.
O cinismo que tem imperado nos cenários políticos, onde o capital de livre mercado e os interesses econômicos tem se colocado acima do direito  à vida, precisa ser interrompido, “combatido”, com todas as nossas “forças”, através da rede de sensibilidade formada por todos os cidadãos e comunidade planetária. Conclamar nosso conhecimento, nossos talentos, nossa capacidade de bom senso para se colocar a serviço da nossa humanidade comum, é mais que um dever. Se não nos humanizarmos iremos nos desumanizar.
O que sonhamos  para nossos filhos e netos? Restaurar a  capacidade humana de agir e participar, é da máxima urgência. Ao violar nossas leis, sejam elas constitucionais ou biológicas, violamos também nossa humanidade. Preservar os valores universais e as relações humanas é mais que um dever, tem sido uma necessidade das mais urgentes no cenário social e político da comunidade humana,  uma  responsabilidade  coletiva.
Se em todas as instâncias sociais não depositarmos todo o nosso esforço para garantir nossa humanidade, estaremos condenados à desumanização e cairemos na bestialidade da selvageria da ignorância, imprimindo sofrimento aos nossos próprios filhos e irmãos. Então, o que pretendemos e como nos colocamos neste cenário desafiante? Resignificar nossa forma de ser e estar neste mundo, vislumbrar caminhos mais cordiais e respeitosos, passa a ser um imperativo para nossa humanidade, deste presente para todos os futuros.
Abraços   ****
Vivi

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