HIPERMOVIMENTO

Na aventura de sermos contemporâneos, o desafio de resistir à hipermovimentação, onde tudo e todos parecem estar em mobilização infinita, refletir e agir, são urgências inadiáveis para encontrarmos caminhos mais agregadores em nossas relações. Nas palavras de Deleuze, há que descobrir linhas de fuga, “criar vacúolos de não-comunicação, interruptores, para escapar ao controle”. Contra a dispersão, o tédio, a falta de sentido, é preciso encontrar meios para dar densidade à experiência, de tal forma que desperte entusiasmo e vontade de prosseguir com o processo de humanização do ser humano. Quando Paula Sibilia nos diz que, “a modernidade acabou por nos lançar na catástrofe do hipermovimento”, talvez seja necessário fomentar possibilidades vinculares de contato mais sensíveis, através do exercício de uma calma cuidadosamente construída pelas estratégias da lentidão. No âmbito educacional, a fusão da escola com as redes informáticas, apresenta desde já desafios relevantes na articulação de uma escola confiante e disciplinadora, para uma condição emergente de uma espacialidade mais ampla, onde as paredes tenham meios mais adaptativos à nova realidade temporal e territorial. Criar dispositivos que sejam capazes de lidar com a hipermovimentação adequando-a, à realidade vigente, é tarefa para pessoas dispostas a revitalizar a educação no seu sentido mais amplo e abrangente, entendendo que todos somos educadores e portanto, responsáveis pelo presente e pelo futuro das novas gerações.

Abraços    ****

Vivi

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