FONTES DE VIDA

No Século XIX a americana, defensiva dos direitos das mulheres, Elizabeth Cady Stanton (1815 a 1902) afirmou em uma de suas obras que: “O mundo ainda não viu uma nação verdadeiramente grande e virtuosa, porque na degradação das mulheres às próprias fontes da vida, são envenenadas na origem.” Como ativista social no movimento abolicionista para libertar os escravos e ainda escritora, afirmava que “os homens e as mulheres foram criados iguais”, e que o mundo não poderia jamais se submeter a uma sociedade com desigualdades e injustiças. O contemporâneo evidencia a cada dia a importância máxima de cuidarmos de nossas crianças, de nossas jovens mães e jovens pais, não sendo possível mais negligenciar as fontes da vida. Que as políticas públicas, as instituições e cada cidadão precisa assumir sua responsabilidade no sentido de cuidar, legitimar, depositar todos os seus esforços e conhecimentos para preservar a vida em seu nascedouro, sem nenhuma distinção, onde todos possam ser incluídos e legitimados no Estado de Direitos como Sujeito de Direitos, independentemente do sexo, da cor da pele, da língua falada, do credo professado. Precisamos acordar desta cegueira com relação ao duplo padrão que atribui valores e pesos diferentes e desiguais, onde ainda persiste a dominação de uma metade da humanidade sobre a outra. Preservar as fontes da vida é responsabilidade de todos e de todas igualmente, afinal estas formas perversas polarizantes e separatistas afeta as mulheres, as crianças, o sistema social e econômico como um todo. Qual é o caminho? O caminho a percorrer é acordar para a consciência e agir com consciência e amorosidade, bom senso com a firmeza da determinação, aliada à bondade da leveza generosa.

Abraços    ****

Vivi

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *