FAZER – UMA VIRTUDE DA INTELIGÊNCIA

A vontade do ser humano emerge da sua inteligência, da sua capacidade de pensar. O fazer é fruto de um saber. Quando a pessoa é capaz de falar e de se narrar ela faz, ela se comunica tal qual um artesão, que aprende uma habilidade repetindo-a no fazer. O exercício da palavra também é um fazer para aprender. A vontade de querer dizer do seu saber, da sua experiência viva, da sua arte, advém do ser pensante, uma virtude da inteligência. Um dizer que emancipa. Quando a pessoa diz “eu sou”, “eu também sou”, significa que ela fala de seu íntimo, fala a partir dos seus sentimentos pela vontade de se comunicar como humano, na palavra articulada. O ato do sujeito se fazer no comunicar, é um ato de emancipação. O olhar que é capaz de ver a palavra narrada como algo que se materializa na ação de um fazer, que expressa sentimentos e inteligência, é um olhar que poetiza, que fala ao poetizar ou poetiza ao falar. São as aventuras de um corpo vivo e humano, que se tornam histórias de aventuras do espírito humano.

Abraços    ****

Vivi

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