EXERCÍCIO  PARA  UM  MORRER

Se a morte não faz parte da vida, por que falar da morte? Se existe uma verdade é esta: a morte existe para todos os seres viventes, afinal, a finitude faz parte da dinâmica da vida. Se tudo que vive muda, a mudança também está sob a ordem do inevitável. As mudanças caminham com as pequenas mortes e estas, de alguma forma podem ser compreendidas como um exercício para um morrer. Não é exatamente do morrer que finaliza a vida de uma pessoa mas, as pequenas mortes em que o desapego alicerçado pela compreensão de si mesmo amplia a consciência. Se colocar frente ao inecessário, frente às coisas que naturalmente vão perdendo sentido ao longo da vida e com bom senso poder abrir mão, deixar ir sem dramatizações, pode ser considerado um exercício para uma morrer. As pequenas mortes podem ser fonte de grandes ensinamentos para a maturidade. O esforço interno de um pensar, de um diálogo interno sustentado pela boa vontade, pelo bem-querer, pelo discernimento da sabedoria, pode favorecer um viver menos egoísta, menos individualista, desprovido dos arrebatamentos das paixões.

Abraços  ****

Vivi

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