EVACUAR AS DIFERENÇAS …

A atitude infantil de repetir palavras, em sua maioria, vazias de sentido, acreditando que resolvemos os nossos problemas, revela o medo que muitas pessoas tem de ver a dinâmica da realidade viva, da vida em sociedade, na diversidade de todas as suas expressões. Um medo que se expressa na tendência de ver “bárbaros” para todos os lados, onde tudo é maldade. É o medo indolente da acomodação, frente às mudanças sociais. O medo daqueles que se recusam ver as novas formas de estar de junto das “tribos pós-modernas”. Homogeneizar os modos e os jeitos de ser, é uma forma de reduzir tudo a uma só unidade. Se a vida é marcada por suas diferenças, se a cultura se faz na multiculturalidade, insistir em reduzir tudo que existe a uma forma única, se revela mais que uma atitude infantilizada, mas uma atitude altamente dominadora e controladora de elites que insistem em evacuar as diferenças, para maquinizar a natureza viva das relações. O sensacionalismo da imprensa de modo geral, faz disto uma “mina de ouro”, alimentando discursos vazios de sentido, mas repletos de maldades e falsidades. Entender que somos diversos, múltiplos, criativos e portanto, que a heterogeneidade é nossa origem comum, é estar vivo, em sinergia com a dinâmica do viver em comunidade. Aqui está o mistério da vida, o que está oculto e ao mesmo tempo presente, como sempre esteve, em todos os tempos da história humana e em todas as civilizações, o sentimento de pertencimento na vida em comunidade.

Abraços    ****

Vivi

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