EU – MEU – MIM

Uma mente aprisionada em ruminações, tende a carregar continuamente pensamentos atrelados aos afazeres que nunca terminam e ainda, divagando em algo em torno dos “meus pensamentos, minhas emoções, meus relacionamentos”, sempre centrados no eu, no meu e no mim. Repetindo cenas preferidas ou perturbadoras, a mente divaga para algo que diga respeito ao eu, tornando este eu o centro das atenções. Quase sempre distraída, esta mente tem dificuldade de se aquietar. Ausente do presente, as divagações mentais se prendem nas angústias e preocupações do cotidiano, intensificando um estado mental aprisionado por um “eu” ruminante e ilusório. Um estado mental desatento, além de ser cansativo é fonte de confusões e sofrimentos. Aliviar o sistema que constrói sensações de eu, de meu e de mim, é fundamental para a liberdade interior. Libertar o peso do “eu” contido nas divagações mentais, é um dos propósitos das práticas contemplativas. Quanto mais uma pessoa se agarra a um “eu, meu ou mim”, mais estará presa num mundo de sofrimentos. A grande arte de viver bem, é libertar a mente da infelicidade gerada pelas divagações mentais centradas num eu, meu e mim. A liberdade interior, é a capacidade de poder escolher de forma consciente um estado mental atento ao presente, voltado a um foco e livre das torrentes mentais possessivas.

Abraços   ****

Vivi

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