ÉTICA E COMPAIXÃO

Pensar ética é também pensar compaixão, da mesma forma que não há como pensar compaixão sem um pensar ético. A ética implica o outro, e a compaixão comporta o ato ético. A ética como a compaixão se fundam na lucidez do pensar que acontece na ação, no presente do agir. Agir com ética é, escolher considerar o outro e agir de tal forma que o outro e todo o  seu entorno sejam acolhidos compassivamente. Não se trata de piedade mas, de firmeza decisória. Todas as tradições religiosas apresentaram a interligação inseparável entre ética e compaixão. A compaixão vai além da empatia, pela ação de promover o bem ao outro. A compaixão como a ética, implicam numa ação que se evidencia e se fortalece no ato concreto e vivido. Tanto a ética como a compaixão enquanto ação, revelam uma postura interior, uma conduta que se compromete com o alinhamento vigilante e atento de um pensar, emocionar e agir segundo os princípios éticos e compassivos. Uma conduta lúcida que impede a procrastinação, a auto indulgência, a vitimização, ou seja, os artifícios de uma mente sabotadora. O sujeito ético e compassivo se mantém atento aos gatilhos da emoção que suscitam pensamentos, memórias e padrões mentais e de comportamento que nem sempre se alinham com uma conduta ética e compassiva. O sujeito ético tem a auto-ética como compromisso e o sujeito compassivo, tem a auto-compaixão como conduta. Ambos operam no âmbito da potência sagrada da consciência da vida.

Abraços    ****

Vivi

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