ÉTICA – DO MICRO AO MACRO

Uma escolha agregadora se faz tendo a reflexão, o pensar ponderado, a boa vontade e o esforço, que são depositados livremente pelo sujeito que decide e que por sua vez está comprometido com a ética e a justiça, como valores inegociáveis.

A relação estabelecida entre a ética pessoal e a ética social é fruto de um processo construído conjuntamente com as instâncias sociais, na conjugação entre o privado e o público.  A auto-ética e a macroética da humanidade, perpassam uma fundamentação ontológica e antropológica. Neste sentido, a educação  não pode se abster de assumir sua responsabilidade, tanto pedagógica como  metodológica. A formação ética, do sujeito ético, é algo que se constrói desde a infância,  conjugada com um ethos universal.

A velocidade do contemporâneo, na busca de resultados imediatos exigidos pelo mercado capitalista, neoliberal,  onde o Estado não tem se mostrado eficiente para sustentar processos regulatórios sobre a lucratividade abusiva, falar em ética requer mais que coragem e discernimento, exige resistência em ação. Sustentar-se eticamente nas relações sociais, só pode acontecer nos sujeitos cuja subjetividade e corporeidade possuem estruturação, que viabiliza tais posicionamentos. Sob esta ótica, a auto-ética, é fruto de uma consciência e um meio gerador de espaços internos nos ambientes, que favorecem tais processos auto- deliberativos.  Negar o valor da subjetividade e dos corpos neste contexto é se pautar por uma visão míope e estéril que fica a mercê da perversidade do capitalismo de entretenimento e do prazer imediato  a qualquer preço. Fato é que, a ética é também corpo, subjetividade, ambientes, encontros, modos de ser, estar e agir no mundo vivido.

Abraços    ****

Vivi

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