ESCUTAR PARA DIALOGAR

Todo diálogo pressupõe uma escuta. Uma escuta que começa na escuta de uma narrativa interna, numa linguagem que se inicia na intimidade de um  pensar palavras, trazer memórias, reviver experiências de um vivido e de um sonhado a ser revelado. Uma escuta precede um silêncio e uma pausa, não uma imobilização, muito pelo contrário. Ouvir-se e reconhecer-se, para organizar ideias a serem proclamadas na articulação de um diálogo que pode ser de sujeito para sujeito, ou entre sujeitos nos encontros. Saber dialogar é sempre um saber ouvir o dito e o não dito, ouvir o que o espaço dialógico oferece em potência para ser revelado. O não revelado é o que oportuniza o  pensar criativo, trazendo o novo, o possível. O espaço do diálogo é sempre um espaço afetivo e um espaço  de afetação, onde as pessoas se afetam mutuamente pela qualidade da relação que se estabelece. Dialogar é encontrar, nunca jamais, confrontar, onde as ideias podem ser faladas e expressadas, não necessariamente concordadas, pois é justamente aqui o espaço disponível para a potência do novo-criativo emergir. Escutar para dialogar é também, ter a sabedoria do tempo onde a vida se revela em seus mais diferentes matizes, que o encontro silencioso e ativo do dialogar disponibiliza para ser vivido no espaço que se constrói, entre duas ou mais do que duas almas.

Abraços    ****

Vivi

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *