EMPATIA E ALTRUÍSMO

Nossos instintos mais primitivos de  sobrevivência e com ele o egoísmo, tem dificultado a nossa capacidade empática e altruística. Biologicamente todo ser humano tende a colaborar, compartilhar, proteger suas crias para a manutenção da própria espécie, mas ainda se faz necessário que estas atitudes se evidenciem no conviver, nas relações do nosso cotidiano. As condições de sobrevivência em muitas regiões do planeta já estão garantidas de forma geral mas, ainda não sabemos conviver com a diversidade, com o diferente, não sabemos perdoar. Embora que, já tenhamos conquistados grandes avanços evolutivos, como o nosso cérebro e nossa consciência, ainda não sabemos COMO lidar com nossas emoções mais primitivas, com nossa impulsividade. Precisamos conclamar todos os nossos esforços para que “a empatia e o altruísmo sejam colocados no centro de nossa vida pública e privada”. Esta reflexão oferecida por Karen Armstrong, tem sido um apelo urgente que ela tem feito  rumo à nossa humanização. A neurociência tem afirmado que a capacidade altruística faz parte do cérebro humano, o que precisamos é vivê-la, colocar em prática esta qualidade fundamental, até mesmo para garantir e preservar o futuro dos filhos de nossos filhos neste Planeta. Uma simples observação nos permite perceber que, não nos conhecemos bem. Se uma pessoa não se conhece, não se  reconhece na sua humanidade, certamente não será capaz de reconhecer a humanidade do outro, a humanidade das outras pessoas. Ser empático e altruísta, hoje não é mais uma questão idealística ou sonhadora, mas uma questão de sobrevivência. Embora que, todas as religiões tenham conclamado estas qualidades intrínsecas de todo ser humano ao longo da história civilizacional, e com elas a Regra de Ouro  – ” Não trate os outros como você não gostaria de ser tratado” –  ainda não somos verdadeiramente capazes, de sermos empáticos e altruístas  no viver cotidiano. Qualquer obstáculo, qualquer possível ameaça, é suficiente para que as nossas emoções mais primitivas se manifestem. Portanto, precisamos nos educar, educando corpo e mente. A boa notícia da neurociência é que, podemos nos auto-educar, se quisermos.

Abraços    ****

Vivi

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