ELOS E UNIÕES

Embora que a verdadeira natureza humana seja a construção e fortalecimento dos elos nas relações de convívio, expressões culturais ainda insistem em separações, antagonismos, desuniões. Biologicamente somos uma espécie de cuidado. O humano é dependente do cuidado, do acolhimento, do aconchego. Nenhum bebê humano é capaz de sobreviver desprovido do cuidado. Do nascimento à morte toda pessoa humana precisa do cuidado do outro. Contudo, este mesmo humano ao longo de sua história tem feito escolhas que insistem em manter as pessoas afastadas de seus grupos identitários, simplesmente para servirem de objeto manipulatório e exploratório que atenda aos interesses de um determinado grupo. Aqui se alojam os fundamentalistas. Aqueles que acreditam que a desunião é conveniente para favorecer os seus interesses. O capitalismo de mercado é um exemplo. Aqueles que se servem da ignorância, que insistem na desvalorização do saber, do conhecimento, do pensar, são os que não querem os afetos e pregando o ódio, desvirtuam a própria natureza humana. Necessário se faz resistir às estas manifestações ignorantes e descabidas, para que possamos juntos nos unirmos, fortalecer nossos elos de humanidade, no indivíduo como no coletivo, acreditar no potencial de transformação da pessoa humana, com toda a delicadeza de nossa alma, sem jamais nos deixarmos ser capturados pela violência simbólica e até mesmo física dos “ignorantes”, aqueles que se recusam à compreensão.

Abraços    ****

Vivi

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