ELOS E LIGAÇÕES

Na dinâmica do viver, tudo que vive se sustenta a partir das ligações, das conexões, dos elos que se estabelecem, assim como a grande fita do DNA. Não há vida sem interconexões. Pensar em elos é pensar o que une, o real/irreal, razão/sensibilidade, visível/invisível. Pensar complexidade e integralidade, é considerar a diversidade. Quanto mais elos se conectam na rede da vida, mais diversidades se apresentam. Nada é ou está isolado do todo. Tudo se integra na dinâmica do Universo. O contemporâneo  está aí, integrando as diversidades, portanto, não cabe mais pensar democracia sem a comunidade. A voz que clama no processo de re-novação é a afirmação das diversidades, num conjunto de coerências na comunidade. Hoje, o ideal é comunitário, mas, como conviver nas diversidades? Como conviver contemplando as diversidades? Não há como falar em paz se não falarmos conjuntamente em justiça, como não há como falar em democracia se não falarmos em comunidade, falarmos do cidadão que vive e é a própria dinâmica da comunidade, sem falarmos do meio ambiente vivo. São organismos dentro de organismos vivos, do macro ao micro. É na comunidade que se criam  as ligações. A comunidade é o lugar dos elos, através dos encontros das falas, das linguagens, das músicas, dos gostos, dos corpos e gestos, de todas as múltiplas expressões culturais que constroem o ethos do estar-juntos.

Abraços    ****

Vivi

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