EDUCAR OU PUNIR

A história civilizatória da humanidade tem sido marcada por guerras e enfrentamentos, retaliação, vingança e  punições das mais diversas formas ao longo dos tempos e territórios.  O ser humano traz na sua bagagem cultural o imprint da punição. A educação ocidental no seu modelo militarista tem a punição como o único caminho disciplinar e o controle como sendo a  garantia da manutenção da ordem. Mas, será que este modelo tem sido realmente adequado para os tempos atuais? Será que foi acertivo?  Seria possível, para um ser humano dotado de inteligência, raciocínio, capacidade de percepção ampliada, sensibilidade, criatividade, ainda acreditar que a punição é o meio mais eficaz para  manter a convivência? Se este modelo fosse realmente eficaz, talvez nós humanos, não estivéssemos neste caos relacional que nos encontramos. Ocorre que, ainda  nos mantemos aprisionados no modelo cultural punitivo. Ao invés de fazermos bom uso do nosso potencial de  discernimento e ter a coragem de pensar conjuntamente formas mais inteligentes e criativas para lidar com as nossas divergências, temos optado por punir e excluir. Neste sentido, a educação com todos os seus dispositivos, deve exercer um papel fundamental para a transformação deste cenário lamentável em que nos encontramos, pois ainda acreditamos em punição e não somos capazes de incorporar a força da responsabilização, da ética, da inclusão. Então, como pensar educar um sujeito que vai se relacionar com um outro sujeito sem punição, mas   por absoluta  responsabilização. Eu te respeito não porque está escrito nos códigos legais, mas eu te respeito, porque eu entendo e tenho incorporado em mim, por autodeliberação, que respeito é um valor do qual não posso me  abster jamais.

Abraços    ****

Vivi

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