EDUCAR – CORAGEM PARA MUDAR

Educar hoje é ter a coragem para mudar. Se entendermos que  a criança  é a prioridade, pois é ela que está em  crescimento e formação, teremos a chance de um futuro mais salutar. Cuidar da criança é cuidar do futuro.

Mas, quem cuida da criança? Quem são os cuidadores das nossas crianças? Adultos cuidadores estão aptos a exercer tal responsabilidade?

Quando as crianças são respeitadas, amadas, acolhidas, elas podem crescer e se desenvolver no respeito, na amorosidade e acolhimento.

Ninguém dá o que não tem. Parece tão simples, mas altamente complexo. São atitudes que não se aprendem em teorias e nem podem ser mensurados em testes optativos de conhecimento, mas que são incorporados pela nutrição permanente de pessoas e ambientes onde o respeito, a amorosidade e o acolhimento são valores que não tem preço e, portanto inegociáveis.

São valores que não podem estar submetidos às barganhas do mercado. Se cuidarmos de nossas crianças, teremos um futuro com muito menos diabetes, obesidades, pânicos, depressão, doenças cardiovasculares, e tantas outras afecções. Crianças acolhidas serão adultos saudáveis.

Crianças que vivem em ambientes traumáticos e agressivos serão adultos doentes, medrosos, reativos. Educar nunca revelou uma tamanha urgência de mudança como nos dias de hoje, tanto na escola, como na família, na sociedade e suas instituições.  Até hoje o que temos priorizado é informar, passar conhecimentos, enquanto isto negligenciamos o educar. Afinal, o aluno não pode ser visto como aquele que não sabe, onde as relações são estabelecidas por hierarquias controladoras.

Nossos jovens professores, diante dos desafios apresentados pelos alunos em todos os níveis, também não sabem o que fazer e como agir, pois só aprenderam nas universidades a tarefa de  transmitir conhecimentos. São eles também carentes do respeito, da amorosidade, do acolhimento, para poder acolher. Encontrar caminhos inovadores nesta pós-pós modernidade é a nossa prioridade, como cidadãos no exercício da democracia participativa. Pensar, para não se vender e ser vendido como mais uma mercadoria.

Abraços    ****

Vivi

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