EDUCAÇÃO COM EDUCADOS

Como pensar em educação sem pessoas educadas? Como pensar em democracia sem pessoas democratas? Para responder estas perguntas surgem outras perguntas: quem vai educar o educador que irá educar educandos? Quem vai formar democratas que irão sustentar uma democracia? Aqui desembocamos no desafio da mudança. Se não houver uma mudança de atitude dos indivíduos com relação à sua participação na vida pública, no viver em comunidade, na “res publica”, nas relações que se estabelecem entre os indivíduos e as instituições, não poderemos pensar em responsabilidade, cooperação e autonomia. Uma sociedade cujo único freio é o medo da sanção penal, como afirmava Cornelius Castoriadis, o futuro de uma sociedade mais respeitosa de si e de seus “cidadãos”, ainda está por ser construído. Para que haja governo é preciso que haja autogoverno. Para que haja democracia precisamos do sujeito democrata, como também para que haja uma educação significativa é preciso que hajam sujeitos educados para compreender com lucidez a importância de ser um democrata co-participativo, co-responsável, com autonomia, a partir de uma lei interna.

Abraços    ****

Vivi

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