ECONOMIA DO DINHEIRO

O poder do capitalismo transforma as relações sociais quando força os produtores a olharem as pessoas,  ou seja, os outros, como mero instrumentos, gerando individualismo e possessividade.  A economia do dinheiro, incentivada pelo livre mercado, tem dissolvido os vínculos  comprometendo as relações de  convivência. Passamos da condição social em que dependíamos de maneira direta das pessoas que conhecíamos pessoalmente, para uma situação em que estamos dependentes de relações impessoais e objetivas com as pessoas. Estamos estabelecendo pragmaticamente, relações de troca e com ela muitas vezes relações de conveniência, com segundas intenções. Há inclusive quem diga: “bons relacionamentos, bons negócios”. Na sociedade capitalista, o dinheiro é visto como representação suprema do poder social. É ele, o dinheiro, quem confere o privilégio de exercer o poder sobre os outros. Há quem diga também: “todo homem tem seu preço”. Ocorre que, o capitalismo na sua face de livre mercado, onde tudo pode ser consumido, comprado e vendido, não deixa impressões digitais da exploração no “pão de cada dia”. Sem reflexão, sem a pausa e um olhar educado para ver em perspectiva, a indiferença se torna uma constante diante dos desajustes relacionais, com brutais consequências para os cidadãos, comprometendo todo um processo construtivo de conquista, na direção de uma  democracia participativa.

Abraços    ****

Vivi

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