DO CONFINADO PARA O ENDIVIDADO

O  humano da sociedade disciplinar, confinado nos muros das instituições disciplinares, é sujeito da vigilância que o submete às normas. Um sujeito que deve produzir e produzir mais. À medida que este modelo normatizante, disciplinar e rígido, vai perdendo sua força e seu sentido,  outro modelo vai criando corpo. É a passagem de um humano disciplinar, para um humano endividado da sociedade contemporânea. O sujeito das fábricas e empresas, começa a ser substituído pelo sujeito que consome para ser aceito e pertencente às normas implícitas do contemporâneo. O endividado, cheio de cartões de créditos se deixa ser controlado para consumir. Na ilusão da satisfação imediata e superficial, é descartado quando não é mais interessante ao mercado. Este cenário desolador exige reflexão e ação corajosa, para não se deixar ser capturado pelos mecanismos de exclusão da socioeconomia. Há que encontrar novas possibilidades, senão seremos sujeitos transformados em produtos. Importante também é compreender que os modelos relacionais interferem diretamente em nossos corpos. São corpos inchados, rígidos ou colapsados, desprovidos de conexão com o mundo e consigo mesmo. São corpos-objetos, retalhados e produzidos. São corpos desabitados. São corpos de sujeitos infelizes. Há que refletir, agir e escolher.

Abraços    ****

Vivi

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