DESOBEDECER O MAL

A desobediência do fazer o mal, fruto de uma escolha absolutamente pessoal, expressa a liberdade de uma consciência comprometida com um “dever” ético. “Apostar naquela consciência que, embora lânguida, só ela pode instilar a responsabilidade de desobedecer ao comando de fazer o mal.” Zygmunt Bauman Apesar de todas as forças internas dos padrões mentais, comportamentais e hábitos culturais, de todas as forças externas do meio a serviço de ideologias avessas ao bem comum, é no espaço da consciência que a escolha da desobediência ao mal acontece. Resistir com todas as forças e escolher desobedecer de fazer o mal a quem for. Só uma consciência livre dos automatismos da impulsividade é capaz de optar pela desobediência de fazer o mal. Mesmo desarmada frente a unanimidade de tudo e de todos que a cercam, é capaz de assumir o seu poder pessoal de resistência e desobediência pacífica a partir de um compromisso com uma lei interna, impossível de ser transgredida. O valor da ética está acima, transcende as fraquezas, quando a clareza do compromisso responsável é mais contundente numa consciência. A cura das fraquezas morais se encontram no mais profundo de uma consciência. Somente ela, é capaz de escolher ser desobediente ao mal para ser capaz de ser ético com a sua própria consciência. Aqui mora a liberdade, que é capaz de ser livre porque equânime e equânime, porque fraterna.

Abraços   ****

Vivi

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