DESCOBERTA DO SER QUE SOU …

 

A procura de quem sou e a descoberta do meu ser faz parte da longa trajetória do autorreconhecimento. Aproximar-se de si mesmo, da intimidade pessoal, é algo que não tem sido oportunizado pela cultura ao longo dos tempos. Algumas tradições espirituais tangenciam por estas dimensões do humano, porém, com insipientes dispositivos “metodológicos”, com linguagens às vezes um pouco estranhas sobretudo para nós ocidentais e contemporâneos. Fato é que, não temos aprendido a percorrer os espaços da nossa verdadeira natureza, o nosso íntimo ainda nos causa estranhamento. Como humanidade, temos tido experiências de representação, mas, quase nada de aproximação encarnada de quem realmente “EU SOU”. A inteligência, o domínio cognitivo, permite ao ser humano fazer escolhas em liberdade. Poder escolher ser real consigo mesmo ou irreal, representar para si e para o mundo algo distante da verdadeira natureza da pessoa humana que sou. A instância da liberdade oferece ao humano a opção de ser verdadeiro ou falso consigo e com o mundo. Um olhar mais abrangente permite ver que toda causa tem seus efeitos, toda escolha gera consequências. Se mentimos para nós mesmos, para os outros e para o mundo, não podemos esperar encontrar a verdade e a realidade que desejamos. Ação e reação caminham juntas.  “Se escolhemos o caminho da falsidade, não nos surpreendamos se a verdade nos escapa quando, finalmente, dela precisamos!”. Este é um precioso ensinamento de Thomas Merton, afinal colhemos apenas aquilo que plantamos.

Abraços   ****

Vivi

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