DEMOCRACIA E BEM-ESTAR

Nos tempos da antiguidade grega e até o século XVIII, Democracia trazia na  raiz da palavra o significado do governo exercido pelo povo. Com o passar dos tempos, o termo foi se resignificando incluindo os direitos individuais, o estado de direito, os princípios da representação política e o estado de bem-estar social. Ocorre que, a experiência democrática vivida na cena mundial, tem evidenciado que não bastam as regras formais, indispensáveis do processo, mas é fundamental que seja incluído o componente de justiça social. O professor Renato Lessa afirma que “a expectativa, nas sociedades democráticas, é a de que liberdade e usufruto generalizado de condições de vida dignas andam ao par.” Não há como falar em liberdades e garantias de direitos individuais, direitos políticos e direitos sociais,  dissociados das condições legítimas do bem-estar social de forma justa. Seguindo nesta reflexão e diante da realidade contemporânea, é possível observar uma tensão entre valores igualitários e valores orientados para o mercado na sociedade capitalista. Aparece então,  uma certa disparidade entre as inclinações altruístas e os movimentos egoístas, entre a inclusão e a exclusão, entre  equidade e privilégios.  Neste sentido, como fica a qualidade de vida dos cidadãos  e a redução da distribuição de renda e injustiças sociais, estar-se-á quebrando um contrato democrático básico e essencial?

Abraços   ****

Vivi

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