DE  HUMANIDADE  PARA  HUMANIDADE

Influências culturais, hábitos repetitivos, padrões mentais,  percepção equivocada, egoísmo, infantilidade … são muitos os fatores que ao longo de uma história pessoal e cultural tem afastado o olhar das pessoas de si mesmas. Aprendemos a olhar para fora e consequentemente responsabilizar o que está fora. O mundo é culpado por minhas atitudes! Eu quero o meu prazer e o mundo tem a obrigação de me propiciar este prazer! O outro, o que está do lado externo é que tem sido apontado pelas mazelas e  pelas atitudes desumanizantes. Este olhar que insiste em apontar para fora, retirando da pessoa a sua responsabilidade por suas escolhas e consequências de suas atitudes, tem estimulado comportamentos desagregadores nas relações de convivência. Ocorre que, para assumir responsabilidades pessoais é necessário um olhar que se mantém atento e que sempre considere a importância do outro. Se as pessoas, se o outro, não for importante para a minha existência, não há razão para considera-lo, para respeitá-lo. Para humanizar o outro e todos os outros, é necessário primeiro que eu me humanize, que eu me reconheça e me respeite como humano na rede conectiva de toda a humanidade.  Se desejo mudanças nas relações, se almejo relações mais cordiais e gentis, é preciso primeiro que eu tenha comigo cordialidade, gentileza e respeito. A responsabilidade começa com um sujeito que se responsabiliza por si mesmo, porque ao valorizar a sua humanidade poderá valorizar toda a humanidade. As mudanças, as transformações começam na primeira pessoa.

Abraços    ****

Vivi

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