DA OPRESSÃO PARA A COMPREENSÃO

A passagem de uma atitude opressiva para uma atitude compreensiva é algo que vem sendo construída com mais evidência sobretudo no alvorecer do século XXI. “Quando o ultradireitista Anders Behring Breivik invadiu um acampamento do Partido Trabalhista em Oslo, em 22 de julho de 2011, e matou 77 campistas, perguntaram ao primeiro-ministro norueguês Jens Stoltenberg quais medidas pretendia adotar para tornar as leis mais rígidas em seu país. A resposta foi “nenhuma”. ” Só com mais democracia se aprende a respeitar as opiniões divergentes”, afirmou Stoltenberg.” (Carta Capital) A história da humanidade vem sendo construída através da força bruta e tronculenta, que domina, subjuga, intimida, exclui, desrespeita, controla. Este modelo relacional, vem sendo lentamente substituído por uma forma que inclui a diversidade, a parceria, o respeito e reconhecimento de ser humano em sua humanidade, dentro dos diversos contextos, culturas e tradições, na busca pela solidariedade orgânica. Esta mesma rigidez se evidencia na maneira como temos lidado com os nossos corpos, ao acreditar que somente a força física, poderia levar a resultados e medidas estipulados pelas pesquisas e estatísticas. Em culturas onde os corpos eram mortificados, não poderia haver espaço para a compreensão amorosa e respeitosa. Porém, estas atitudes ainda podem ser verificadas em tantas propostas de atividade física em nossos dias. Ainda acreditamos que precisamos de rigidez e força bruta. Grande engano! Grande equívoco! Somente a capacidade de discernimento, compreensão e reconhecimento de que as diferenças fazem parte natural da própria vida, poderá abrir espaços pedagógicos para a emancipação e empoderamento do humano, em toda a sua potencialidade. Não precisamos de mais leis que excluem e oprimem, precisamos sim, de educação para a inclusão, de linguagens cordiais, de espaços onde os vínculos e a confiança possam se manifestar, através da bondade lúcida da inteligência e da consciência humana. Precisamos compreender que os nossos corpos precisam ser respeitados e dignificados, que eles precisam de atividades físicas que considerem seus limites e sua diversidade, onde a vida possa ser respeitada dentro da sua dinâmica viva e mutável.Enquanto não aprendermos a respeitar nossos corpos, não seremos capazes de respeitar e valorizar a educação, como o grande veículo de solidariedade democrática.

Abraços  ****

Vivi

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